Há tempos em que é fácil criar coisas que façam evitar a vida. Coisas que vêm com o prazer. Prazer para o momento.
Relacionamentos imaginários. Felicidade imaginária. Tudo para o momento. Tudo para evitar a vida.
Coisas imaginárias que poderiam tornar-se realidade, você diz. Tudo que você faz é criar coisas. Criar para não viver a vida real.
Entretanto, “você não pode encontrar a paz evitando a vida, Leonard”, ela diz. Mas quem quer paz tendo muitos pequenos prazeres com a imaginação?
Só uma ilusão. Uma boa ilusão.
A vida real é bonita. E feia. Isso deve ser aceito para que ela traga alguma paz. A vida real pode ter mais beleza com a imaginação. Mas há uma decisão difícil a ser feita. E ela se refere a que tipo de imaginação que deve ser escolhida.
em 24/10/2004, aqui.